O OFÍCIO DO VAQUEIRO

O Oficio dos Vaqueiros é uma das mais antigas ocupações em solo pátrio, data desde 1550. A este ofício estão plasmado o modo de falar, técnicas de medicina, manejo com o gado, culinária, estética, o traje do vaqueiro, seus cantares, mitos, e arquitetura especifica, equipamentos, etc. A ‘civilização do couro’ deu origem a um falar específico e a uma tradição oral, reunindo saberes e fazeres e toda a gama de bens agregados, que se transformou num patrimônio importante para a identidade do povo sertanejo, cujo protagonista é o vaqueiro.

 

A marcha das boiadas pelos sertões foi iniciada em 1550, empreendido pelos d’Ávila com os primeiros vaqueiros. Foi o fenômeno social mais significativo no sentido da ocupação, assentamento e fixação do homem nos sertões da Colônia na Bahia, do Nordeste e do Brasil. Fenômeno este fundado em dois momentos: o primeiro, com a criação e estabelecimento dos primeiros currais, que tem inicio no século XVI e vai até meados do século XVIII; e o segundo, quando o senhor feudal começa a erguer em pleno sertão as chamadas casas-de-fazenda, que predominam desde a segunda metade do século XVIII. O ofício de vaqueiros surgiu a partir da introdução dos animais domésticos – bovinos, caprinos, ovinos e suínos, que serviam para a alimentação e uso no trabalho, assim como da pecuária.

O Ofício dos Vaqueiros foi registrado por sua importância cultural pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), a partir do Decreto Estadual nº 13.150 /2011, e está documentado no Livro do Registro Especial dos Saberes e Fazeres.

 

Fonte: Ipac-BA.

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